
Nos dias de hoje, em um mercado onde a oferta triplica a demanda e os consumidores são cada vez mais infiéis, o único ativo que pode salvar uma empresa e realmente fazer a diferença são os recursos humanos.
Vivemos uma era onde a concorrência pode estar a dois ou a 200 mil quilômetros, sem a necessidade de que a distância diminua sua competitividade.
Esse é o mundo globalizado!
Um mundo onde os custos de trasporte e informação atingiram patamares nunca antes imaginados, onde um profissional brasileiro pode comunicar-se em tempo real com seu fornecedor de matéria prima chinês e seu cliente americano a custo zero, onde fábricas-navio fabricam durante a viagem e oferecem um serviço just in time.
Estamos num mundo onde só o conhecimento move o capital.
A internet, grande invenção do século XX, revolucionou o mundo que conhecemos.
Como beneficiar-se de toda a informação contida na rede? Em mercados onde 80% da população já tem accesso a internet, estar fora da rede é algo inaceitável. Qual é seu mercado?
Será que seu competidor que se encontra numa oficina no centro de Bangalore pensa que o mercado dele se limita a um raio de 50 Km?
Ou será que esse mesmo fabricante de software para celulares acredita no poder da globalização e pretende atacar o mercado brasileiro, simplesmente posicionando sua página web, em português, através de Google Adwords e oferecendo qualidade no serviço e preços muito competitivos?
Já não há tempo a perder, a velocidade dos fluxos globais de capital e informação se quadruplicam a cada ano, a economia mundial se encontra em plena era de expansão, vivemos uma era de abundância plena, mas só os melhores, mais rápidos, e mais adaptáveis conseguirão permanecer neste mercado.
Por que será que a GE (General Eletric) escolheu converter-se em milhões de pequenas empresas? Porque nessa era de velocidade nenhum elefante sobreviverá. Temos que ser rápidos! Temos que ser ágeis!
Pergunte, pergunte e pergunte! Só as perguntas nos salvarão.
O mundo esta aos nossos pés, oferta e demanda mundial, carteira de clientes que fala mais de 50 idiomas diferentes, distribuídos por todos os continentes e ávidos por receber a nova edição de sua revista que fala sobre os principias concertos de rock no mundo.
Essa não é nenhuma projeção de um futuro, é a mais pura realidade do presente e você esta obrigado a aceitar se pensa em permanecer vivo! Consumidores de todos os lados, competidores também. Pense globalmente!
Um adolescente pode neste momento estar cruzando a porta de um registro de patentes e registrando sua marca num país do outro lado do mundo! Cuidado!
Este poderia ser o mercado que você planejava atacar no próximo ano. Na Espanha, a marca Nike não pode utilizar este nome e tem que limitar-se a estampar seu logotipo em seus produtos.
O nome do carro da Mitsubish, Pajero, teve que ser trocado por Montero, em todos os países de língua espanhola. Pense globalmente e atue localmente!
Viaje, viaje e viaje! Conheça o mundo e suas tão diferentes culturas. Tire proveito de toda essa diferença.
A marca Zara, espanhola, atua de forma completamente diferente dentro do mercado espanhol que em outros países.
Para que fosse reconhecida como uma marca que aporta algo de qualidade a seus produtos, dentro da Espanha, a marca Zara se viu obrigada a criar uma segunda marca.
Afinal, após tantos anos para posicionar-se como uma marca barata e de desenho, que possibilita a seus clientes estar sempre na moda sem ter que investir muito dinheiro, os seus consumidores não aceitariam pagar preços altos por um produto que já era conhecido, como de baixa qualidade.
Em contrapartida, fora da Espanha Zara é percebida como uma marca que sim, aporta algo de qualidade e cobra por isso.
Toda esta reflexão, caros leitores, esta bastante influenciada por um livro que mudou minha forma de ver e atuar tanto a âmbito profissional como pessoal.
“Funky Business” assim se intitula o livro de Jonas Ridderstrale e Kjell Nordström, profesores doutores da Escola de Economia de Estocolmo.
Considero que este livro é altamente recomendado a todos os que queiram ver através dos olhos destes que são dois gurus mundiais e trabalham muito além de professores, como consultores de dezenas de grandes empresas.
É um livro muito atual e que nos obriga a pensar de forma mais ágil, global e aberta.
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